Uma das responsabilidades do time brasileiro junto ao projeto DES é sua
participação no projeto DES-DM, sendo liderado pelo
National Center for Supercomputing Applications (NCSA) da Universidade de Illinois, que realizará o
gerenciamento do grande volume de dados brutos e produtos científicos avançados
que serão gerados pelo levantamento. O site primário para esta tarefa será o NCSA que se utilizará da infra-estrutura proporcionada pelo Teragrid, ilustrado abaixo.
A participação brasileira no desenvolvimento do sistema DES-DM é um dos principais objetivos de curto-prazo do projeto estruturante
AstroSoft do Observatório Nacional (ON). A longo prazo este projeto dará continuidade ao desenvolvimento de um sistema integrado e end-to-end (E2E) para
o gerenciamento, processamento não-supervisionado de imagens ópticas e
infravermelhas, análise e armazenamento de grandes volumes de dados. O ponto de partida será o sistema
desenvolvido originalmente para o projeto
ESO Imaging Survey (EIS) do European Southern Observatory, que será significativamente expandido de forma a incorporar as novs idéias e tecnologias mais modernas sendo desenvolvidas pelo projeto DES-DM e o esforço internacional de criar uma infra-estrutura comum conhecida como observatório virtual, um exemplo de e-ciência.
O trabalho sendo desenvolvido para o DES-DM tem como metas viabilizar:
- distribuição dos dados provenientes do DES, uma vez no domínio público;
- a participação brasileira no DES, bem como para o aproveitamento de dados de outros grandes levantamentos de imagens, tais como aqueles provenientes do Large Synoptic Survey Telescope (LSST) a partir de 2015;
- a redução de imagens obtidas por pesquisadores individuais, principalmente aquelas obtidas de câmeras grande-angular no óptico e no infravermelho que requerem técnicas especiais;
- a criação de um acervo local de dados brutos provenientes de observações individuais de diferentes observatórios e/ou dos grandes acervos digitais mantidos pelos grandes observatórios;
- a criação de um acervo de produtos avançados para futura análise.
O sistema estará aberto à comunidade brasileira e a mesma infra-estrutura será usada para inserção
do ON na rede de observatórios virtuais sendo desenvolvidos em diversos locais.